É costume, quando se passa por uma situação grave de saude ou por um acidente igualmente grave, dizer que "estive às portas da morte" mas, no meu caso, devo dizer que cheguei a entrar.
Tudo aconteceu quando à cerca de um ano fui acometido de um EAM - enfarte agudo do miocárdio e que, foi de tal forma grave e violento que tive um PCR - paragem cardiovascular durante cerca de três minutos. Sim, durante cerca de três minutos estive do lado de lá da porta e só voltei para cá, ou seja, à vida, graças à persistência de quem me acudiu e ao equipamento a que recorreram - um desfibrilhador, que considero o meu pai da segunda vida.
Fui hospitalizado e submetido durante doze dias a vários exames e tratamentos, com a "sorte" de nada sentir e saber do que se passou nos dois primeiros por estar em coma.
Conclusão, fui avisado da existência dessa porta e do facto de estar a caminho dela, mas nada fazer.
Portanto, se receberem esse aviso, não percam tempo e procurem ajuda médica, porque essa porta raramente se abre para alguém sair.